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Projectos aprovados
no 1º COncurso |
Enquadramento
Objectivo geral,
beneficiários,
formas de ajuda e gestão
No âmbito do III Quadro Comunitário de
Apoio para o período 2000-2006 foi aprovado o
Programa Operacional Agricultura e Desenvolvimento Rural
(adiante designado Programa AGRO), no qual se inclui
a Medida 8 "Desenvolvimento Tecnológico e
Experimentação" que por sua vez contempla
a Acção 8.1 "Desenvolvimento Experimental
e Demonstração". Esta Acção,
com incidência em todo o território continental,
tem por objecto o financiamento de projectos de
desenvolvimento experimental e demonstração,
desenvolvidos em parcerias institucionais que contribuam
para a modernização do sector agro-rural,
através do desenvolvimento tecnológico
e da transferência e difusão de novas tecnologias
compatíveis com o ambiente e apropriadas aos diferentes
sistemas agro-florestais do País e às actividades
e produtos específicos regionais, visando, nomeadamente,
a sua diversificação.
Os projectos financiados foram concebidos numa óptica
de programação integrada, quer ao nível
das disciplinas científicas e técnicas,
quer de parcerias institucionais (envolvendo pelo menos
duas entidades de natureza jurídica e objecto
diferentes) e do envolvimento ou participação
dos agentes sociais utilizadores dos resultados. São
orientados para a resolução de problemas
concretos, bem definidos e de importância relevante,
têm a duração máxima de três
anos e concretizam-se através de actividades científicas
e técnicas (C&T) de desenvolvimento tecnológico
e demonstração, contemplando obrigatoriamente
a componente demonstração e excluindo qualquer
actividade de investigação. As entidades
participantes têm a obrigação de
efectuar a divulgação do projecto e dos
seus resultados.
Foram definidos como beneficiários das
ajudas as entidades que, pela sua natureza e vocação,
se enquadram no sector agro-rural, dispondo de meios
próprios, humanos e materiais, adequados ao desenvolvimento
das actividades de desenvolvimento tecnológico
e demonstração e tendo como objecto a actuação
em áreas directamente relacionadas com as linhas
de trabalho em que se inserem os projectos a realizar
(instituições e centros de investigação
e desenvolvimento tecnológico; organizações
de agricultores e produtores florestais e associações
empresariais dos sectores da produção,
transformação e comercialização
de produtos agrícolas e florestais; titulares
de explorações agrícolas e florestais
e empresas agro-industriais; pessoas colectivas de direito
público com atribuições no domínio
da experimentação e demonstração
agrária; outras pessoas singulares ou colectivas
que tenham por objecto a investigação e
o desenvolvimento tecnológico).
As ajudas são concedidas sob a forma de
incentivo não reembolsável no valor de
100%, das despesas elegíveis respeitantes exclusivamente
a custos marginais suportados pelos beneficiários.
No caso de projectos apresentados exclusivamente por
entidades privadas, as ajudas são concedidas sob
a mesma forma, no valor de 75% das despesas elegíveis,
respeitante também a custos marginais decorrentes
da sua execução.
A gestão técnica, administrativa
e financeira da Acção DE&D é da
competência do Gestor do Programa AGRO, sendo apoiado
pela Unidade de Gestão do Programa que emite pareceres
sobre as propostas de decisão das candidaturas
a financiamento. A decisão das candidaturas é da
competência do Ministro da Agricultura do Desenvolvimento
Rural e das Pescas, tendo essa competência sido
delegada no Secretário de Estado do Desenvolvimento
Rural (candidaturas superiores a 250 000 €) e no
Gestor do Programa AGRO (candidaturas até 250
000 €). O Gestor associou o INIAP à gestão
técnica, administrativa e financeira da Acção,
através de um contrato-programa, tendo sido criada
uma estrutura técnica específica para assegurar
as tarefas que lhe foram cometidas (divulgação
do concurso público; prestação de
informações aos interessados; assegurar
a recepção e tratamento informático
das candidaturas; assegurar o processo de audiência
prévia; notificar todas as decisões e actos
relevantes; assegurar a recolha, organização
e tratamento dos dados relativos ao acompanhamento da
execução da Acção; validar
os pedidos de pagamento dos executores dos projectos;
assegurar o acompanhamento da execução
física e financeira dos pedidos de financiamento;
praticar outros actos de assistência à gestão
do Gestor e facultar-lhe a informação solicitada).
Objectivos específicos, áreas
programáticas e domínios prioritários
A Acção DE&D integra-se no Eixo Prioritário "Reforçar
o potencial humano e os serviços à agricultura
e zonas rurais" do Programa AGRO, contemplando os
seguintes objectivos específicos:
a. |
Reforçar a competitividade económica
das actividades e fileiras produtivas agro-florestais,
salvaguardando os valores ambientais e a coesão
económica e social; |
b. |
Desenvolver o carácter multifuncional da
agricultura (da exploração agrícola à exploração
rural); |
c. |
Promover a construção da qualidade
dos produtos e o reforço da segurança
alimentar, respondendo às exigências
dos consumidores; |
d. |
Melhorar as condições de vida das
zonas rurais através da valorização
do potencial específico dos diversos territórios; |
e. |
Consolidar a protecção e conservação
do ambiente e dos recursos naturais. |
Para a prossecução destes propósitos,
os projectos foram integrados nas três áreas
programáticas abaixo indicadas que contemplam
os domínios prioritários que se passam
a descrever e que são listados no Anexo
II.
"Ambiente, factores e tecnologias
de produção"
A produção agrária é indissociável
da problemática ambiental, na dupla perspectiva
da gestão sustentável dos recursos e da
segurança alimentar e qualidade dos produtos.
Assim, têm-se como eixos fulcrais de orientação:
a redução dos custos económicos
e ambientais dos actos produtivos, sobretudo ao nível
do uso dos factores de produção, inserida
na procura dos itinerários técnicos e das
tecnologias adequadas aos diferentes sistemas de produção,
mormente os suportados pelas agriculturas familiares;
a conservação e gestão dos recursos
genéticos e biológicos, promovendo o seu
uso sustentável e o incremento da agro-biodiversidade.
Com este quadro e privilegiando-se os trabalhos de base,
de índole metodológica ou de criação
de instrumentos conducentes à ajuda à tomada
de decisão, consideram-se domínios prioritários:
solos (fertilidade / utilização e conservação)
uso e preservação do recurso água,
nutrição das plantas e fertilização;
sementes e outro material de propagação
de variedades adaptadas aos condicionalismos ecológicos,
económicos e sociais; factores limitantes e protecção
das plantas; produção integrada e agricultura
biológica; inventariação, conservação
e gestão dos recursos genéticos.
"Gestão dos produtos vegetais e animais
(fileiras)"
O reforço da competitividade, face aos novos
condicionalismos dos mercados e das políticas
mundiais, implica a busca incessante de inovação
ao longo de toda a fileira de um produto, seja animal
ou vegetal, desde as tecnologias de produção
primária até à comercialização
de um produto final, sem descurar a relação
entre as actividades/sistemas produtivos e o território/espaço
rural. Assim, o desenvolvimento e difusão de novas
tecnologias agrícolas, pecuárias e florestais,
devem ter uma abordagem vertical em torno das fileiras
de produção e os projectos deverão
proporcionar a integração completa das
actividades: da selecção varietal às
tecnologias de produção e suas condicionantes
ambientais, da pós-colheita e eventual transformação à distribuição
e ao consumo. A qualidade (satisfação das
exigências do consumidor ao nível do prazer
do sabor e das referências à origem e à tradição)
e a segurança alimentar (resíduos tóxicos
nos vegetais, hormonas nos produtos animais e outros
factores relacionados com a higiene e saúde pública)
colocam-se como questões fulcrais a privilegiar
nas várias fileiras produtivas.
Constituem fileiras prioritárias a viticultura,
a olivicultura, a horticultura, algumas culturas arvenses
(pastagens e forragens, proteaginosas e novas culturas,
em particular as que possam fazer uso da rega), a produção
florestal, os recursos silvestres e a produção
animal de sistemas extensivos com posição
determinante das raças autóctones de bovinos,
pequenos ruminantes e de suínos e a fileira bovina
leiteira.
"Desenvolvimento Regional"
A dimensão sócio-económica, inseparável
dos avanços na aplicação dos conhecimentos
biológicos e tecnológicos, coloca-se no âmago
da evolução da agricultura e, naturalmente,
do desenvolvimento rural. Tal dimensão, já acima
enfatizada como acção-chave em algumas
das fileiras e que agora se alarga à globalidade
do sector agro-florestal, coloca-se em duas vertentes:
no sentido mais estrito, da economia do sector agro-florestal;
e nas várias funções da agricultura
na sua articulação com outros usos do território
como foco integrador das actividades/fileiras e das relações
económicos e sociais dos que nele vivem.
Avaliação
e selecção das propostas
De acordo com as condições do Concurso,
as candidaturas foram objecto de uma avaliação,
efectuada por personalidades de reconhecido mérito
escolhidas pelo Gestor, que intervieram a título
individual e com desconhecimento dos pares:
Alberto
da Silva Álvares dos Santos - Professor
Associado (UTAD)
|
Alexandre Paulo
Mourão António de Aguiar - Investigador
Auxiliar (INIAP)
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Alfredo
Gonçalves Ferreira - Professor Associadodo
(Univ. Évora)
|
Amarilis Paula
Alberti de Varennes Mendonça - Professora
Catedrática (ISA)
|
Ana
Maria Araújo de Beja Neves Nazaré Pereira
- Professora Associada (UTAD)
|
Ângelo Manuel
Melo de Carvalho Oliveira - Professor Catedrático
(ISA)
|
Antero
Lopes Martins - Professor Associado (ISA)
|
António
Alberto Monteiro Alves - Professor Catedrático
(ISA)
|
António
Augusto Guerra Réffega - Professor Catedrático
(Fac. Ciências e Tecnologia da UNL)
|
António
Eduardo Monteiro Horta - Investigador Coordenador
(INIAP)
|
António
Jorge Simões Monteiro - Secretário-Geral
(Fed. Portuguesa de Associações de
Suinicultores)
|
António
José da Cruz Marreiros - Assessor Principal
(DRAAG)
|
António
José Saraiva de Almeida Monteiro - Professor
Catedrático (ISA)
|
António
Manuel Calado - Doutorado (Heinz Europa)
|
António
Manuel Pereira Lavadinho - Investigador Principal
(DGPC)
|
António
Pedro da Costa Belchior - Investigador Coordenador
(INIAP)
|
António
Proença de Oliveira - Director de Serviços
(DRARO)
|
António
Salvador Barreto - Professor Catedrático
(Faculdade de Medicina Veterinária)
|
António
Sérgio Curvelo Garcia - Investigador Coordenador
(INIAP)
|
Apolinário
José Barbosa da Cruz Vaz Portugal - Investigador
Coordenador (Aposentado do INIAP)
|
Armindo
Aires Afonso Martins - Professor Associado (UTAD)
|
Artur Fernando
Arêde Correia Cristóvão - Professor
Catedrático (UTAD)
|
Carlos
Alberto Gonçalves Carmona Belo - Investigador
Coordenador (INIAP)
|
Carlos Alberto
Milheiriço de Andrade Fontes - Assessor
Principal (GPPAA)
|
Carlos
Alberto Sequeira - Professor Catedrático
(UTAD)
|
Carlos António
Coelho Pacheco Marques - Professor Catedrático
(UTAD)
|
Carlos
José de Almeida Noéme - Professor
Associado (ISA)
|
Cristina Maria
Moniz Simões de Oliveira - Professora Associada
(ISA)
|
David
Gomes Crespo - Investigador Cordenador (Aposentado
do INIAP)
|
Ester Maria Abranches
Costa Portela - Professora Associada (UTAD)
|
Fernando
José Pinheiro de Jardim Anjos - Assessor
(Ass. Port. dos Industriais de Alimentos Compostos
para Animais)
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Fernando Pereira
Mangas Catarino - Professor Catedrático
(Fac. Ciências da UL)
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Francisco
António Colaço do Rosário
- Professor (Univ. Évora)
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Francisco Calado
Caldeira Cary - Assessor (CONFAGRI)
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Francisco
Cardoso Pinto - Professor Auxiliar (ISA)
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Francisco de Paula
Ferreira Moniz Borba - Assessor Principal (DRARO)
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Francisco
João Cortes Bagulho - Investigador Coordenador
(Aposentado do INIAP)
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Francisco Xavier
Miranda Avillez - Professor Catedrático
(ISA)
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Helena
Maria Pires Cruz - Doutorada (LNEC)
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Isabel Maria de
Oliveira Abrantes - Professora Associada (Inst.
do Ambiente e Vida da U. de Coimbra)
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Isabel
Maria Gomes Rodrigo - Professora Associada (ISA)
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Isaurindo Manuel
Biléu de Oliveira - Assessor (Centro Operativo
de Tecnologia de Regadio)
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Jaime
Manuel Ribeiro Machado - Administrador Delegado
(Associação Nacional para o Melhoramento
dos Bovinos Leiteiros)
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João Carlos
da Silva Dias - Professor Associado (ISA)
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João
Filipe Coutinho Mendes - Professor Catedrático
(UTAD)
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João Manuel
de Carvalho Ramalho Ribeiro - Investigador Coordenador
(INIAP)
|
João
Paulo Tavares de Almeida Fernandes - Professor
Associado (Univ. Évora)
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Jorge Manuel Rodrigues
Ricardo da Silva - Professor Associado (ISA)
|
Jorge
Américo Rodrigues de Paiva - Professor Convidado
(Fac. Ciências e Tecnologia da U.Coimbra)
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José Alves
Ribeiro - Professor Associado (UTAD)
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José Antunes
Afonso de Almeida - Professor Catedrático
(Univ. Évora)
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José Cardoso
Soveral Dias - Investigador Coordenador (INIAP)
|
José Constantino
Sequeira - Investigador Coordenador (INIAP)
|
José de
Almeida Alves - Investigador Principal (Aposentado
do INIAP)
|
José Filipe
dos Santos Oliveira - Professor Catedrático
(Fac. de Ciências e Tecnologia da Univ. Nova
de Lisboa)
|
José Jerónimo
Godinho Avó - Professor Auxiliar (Univ. Évora)
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José Luís
Neres Cachapa - Veterinário (Associação
dos Agricultores do Distrito de Portalegre)
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José Luís
Tirapicos Nunes - Professor Associado (Univ. Évora)
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José Manuel
do Nascimento Baptista Gouveia - Professor Auxiliar
(ISA)
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José Manuel
do Nascimento Martins Gonçalves - Professor
Associado (Faculdade de Medicina Veterinária)
|
José Manuel
Nobre de Oliveira Peça - Professor Associado
(Univ. Évora)
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José Maria
Amorim da Costa Falcão - Engº Agrónomo
(ISA)
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José Passos
de Carvalho - Investigador Coordenador (Aposentado
do INIAP)
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José Robalo
Silva - Professor Catedrático (Faculdade
de Medicina Veterinária)
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Laura
Monteiro Torres - Professora Catedrática
(UTAD)
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Luís António
Cortes Martins - Investigador Coordenador (Aposentado
do INIAP)
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Luís
António Pires Pinheiro - Técnico
Superior (DRABL)
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Luís Filipe
Lopes da Costa - Professor Associado (Fac. Medicina
Veterinária)
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Luís
Filipe Silva de Castro Villas-Boas - Professor
Associado (IST)
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Luís Manuel
da Motta Capitão Valente - Veterinário
(TNA, Lda - Tecnologia e Nutrição
Animal)
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Luís
Manuel Morgado Tavares - Professor Catedrático
(FMV)
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Luís Santos
Pereira - Professor Catedrático (ISA)
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Luís
Sieuve Monteiro - Professor Catedrático
(Universidade do Porto)
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Manuel Armando
Valeriano Madeira - Professor Catedrático
(ISA)
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Manuel
Fernando de Miranda Páscoa - Professor Coordenador
(ESACoimbra)
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Manuel Inácio
Gomes Candeias - Investigador Principal (INIAP)
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Maria
Arlete Mendes Faia - Professora Catedrática
(UTAD)
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Maria Cecília
de Lemos Pinto Estrela Leão - Professora
Catedrática (Universidade do Minho)
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Maria
da Graça de Sousa Barreiro Fragata - Investigadora
Principal (INIAP)
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Maria Ivone Esteves
da Clara - Professora Catedrática (Univ. Évora)
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Maria
Manuela Chaves - Professora Associada (ISA)
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Maria Salomé Soares
Pais - Professora Associada (Fac. Ciências
de Lisboa)
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Maria
Teresa de Noronha Vaz - Professora Associada (Faculdade
de Economia da Universidade do Algarve)
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Maria Wanda Sarujine
Viegas - Professora Catedrática (ISA)
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Mário
José Gouveia Rodrigues de Carvalho - Professor
Catedrático (Univ. Évora)
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Nuno d'Orey Cancela
de Abreu - Engº Agrónomo (Sociedade
Agrícola da Quinta da Romeira de Cima)
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Nuno
Manuel Vasconcelos Tavares Moreira - Professor
Catedrático (UTAD)
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Nuno Pizarro de
Campos Magalhães - Professor Associado (UTAD)
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Olga
Maria Carrasqueira Laureano - Investigadora Principal
(ISA)
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Pedro Borges Lencart
e Silva - Mestre Eng.ª Florestal (STORA CELBI
- Celulose da Beira Industrial, S.A.)
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Pedro
Jorge Cravo Aguiar Pinto - Professor Associado
(ISA)
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Raúl Filipe
Xisto Bruno de Sousa - Professor Catedrático
(ISA)
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Raúl
Manuel Albuquerque Sardinha - Professor Catedrático
(ISA)
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Ricardo Paulo Serralheiro
- Professor Catedrático (Univ. Évora)
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Rogério
Albino Neves de Castro - Professor Catedrático
(ISA)
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Rui Fernando de
Oliveira e Silva - Investigador Coordenador (INIA)
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Rui
Jorge Lopes Borralho - Doutorado (ERENA - Ordenamento
e Gestão de Recursos Naturais, Lda.)
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Rui Manuel Vasconcelos
Horta Caldeira - Professor Associado (Faculdade
de Medicina Veterinária)
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Valdemar
Pedrosa Carnide - Professor Associado (UTAD)
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Víctor Armando
Pereira de Freitas - Professor Auxiliar (Faculdade
de Ciências da Universidade do Porto)
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Virgílio
Borges Loureiro - Professor Associado (ISA)
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Cada proposta foi analisada por três avaliadores
deste painel que atribuíram notações
na escala de 1 a 10 a um conjunto de 8 critérios:
 |
Concepção da proposta e respectivo
orçamento - em que se verifica se
a proposta (Formulários de Candidatura)
está completa, sem omissões nem
deficiências, correcta e coerente nos seus
vários componentes e se o orçamento
proposto está convenientemente justificado
e é equilibrado relativamente às
actividades a desenvolver e aos objectivos fixados.
Não é necessária a verificação
do cumprimento dos limites quantitativos impostos
pelo concurso;
Qualidade técnico-científica -
avalia o mérito científico da proposta
e o grau de conhecimento da área científica,
a forma como estão identificados os objectivos,
a eficácia da metodologia proposta com
vista a alcançar os objectivos, o rigor
na apresentação do plano de trabalhos
e a originalidade e inovação do
projecto;
Enquadramento nas prioridades definidas -
em que se avalia o grau de enquadramento dos
objectivos da proposta nas prioridades da Acção;
Qualidade da equipa executora - em que
se avalia a capacidade da equipa pela sua composição,
interdisciplinaridade, qualificações,
grau de coesão e currículo do responsável
e pela qualidade do trabalho produzido anteriormente
pelos membros da equipa;
Exequibilidade - em que se avalia o grau
de coerência entre os objectivos a atingir
e os meios humanos e materiais propostos e a
existência ou a facilidade de obtenção
dos meios, o realismo dos prazos e do calendário;
Interesse ambiental e económico-social -
em que se avalia a premência e importância
económica do problema que o projecto se
propõe resolver, avaliando-se o impacte
social e económico dos resultados previstos;
Cooperações e colaborações -
em que se avaliam as cooperações
entre as entidades tendo em conta as diferentes
competências e as sinergias proporcionadas
face aos objectivos a alcançar, assim
como o envolvimento/participação
dos actores sociais e utilizadores dos resultados;
Ligação com projectos em curso
ou concluídos - em que se avaliam
as ligações com projectos em
curso ou concluídos, identificando as
linhas de continuidade da equipa de projecto
e o interesse de dar continuidade a projectos
anteriores, nomeadamente os que foram realizados
no âmbito do PAMAF-IED ou os que decorrem
de outras Medidas das intervenções
operacionais a cargo do MADRP no âmbito
do QCA III. |
A avaliação final foi calculada através
da média ponderada (de acordo com os diferentes
pesos dos critérios) da notação
atribuída aos critérios, sendo também
consideradas as diferenças individuais dos avaliadores
nos níveis de classificação. Posteriormente
as propostas foram seleccionadas em função
da sua dotação final até ao limite
da dotação orçamental estabelecida
para o Concurso.
Resultados
do 1º Concurso público
No 1º Concurso Público que decorreu entre
7 de Fevereiro e 7 de Março de 2001 foram apresentadas
361 candidaturas. Estas envolveram 487 entidades em 1390
participações e 7613,96 Equivalente a Tempo
Integral de recursos humanos e solicitando um orçamento
de 66 812 930,97 € que, excedendo largamente as
disponibilidades financeiras para a Acção,
não permitiu ultrapassar taxas de aprovação
de 39% nos financiamentos e 55% no nº de projectos.
O Quadro 1 fornece um resumo dos resultados do 1º Concurso
discriminados por instituição participante
e, para os projectos aprovados, também por rubrica
económica. As entidades com propostas aprovadas
atingem um elevado número e são muito diversificadas.
Dominaram as entidades públicas que concentram
os meios e a vocação para este tipo de
actividades, mas participaram também muitas entidades
privadas, quer cooperativas e associações,
quer empresas. Considerando os grandes grupos, o financiamento
atribuído, distribuiu-se do seguinte modo:
- Direcções Regionais de Agricultura 17
%
- INIAP 12 %
- Outros serviços do MADRP 3 %
- Instituições Universitárias 30 %
- Outras instituições públicas 14 %
- Entidades privadas 24 %
Quadro 1 - Número
de participações e financiamento
total por Instituição
O quadro abaixo mostra a distribuição
regional do subsídio atribuído segundo
o impacte potencial dos resultados esperados dos projectos.
Este indicador deve ser lido com cuidado, tendo em consideração
que é uma estimativa prévia à realização
das actividades programadas e que corresponde ao investimento
a realizar e não à avaliação
de impacte das actividades. Os valores estimados mostram
uma distribuição regional semelhante à Acção
IED do PAMAF (Acção integrada no anterior
QCA), salientando-se: uma distribuição
regional relativamente equilibrada em relação
ao produto agrícola; um benefício relativo
de Trás-os-Montes e do Alentejo (regiões
menos favorecidas); uma grande concentração
de instituições executoras de I&D sedeadas
nessa região, apesar de existir uma repartição
de verbas para a região de Lisboa e Vale do Tejo
inferior ao seu peso relativo no sector agrícola.
Quadro 2 - Distribuição do financiamento
segundo a regionalização do impacte potencial
dos projectos aprovados
Regiões
Agrárias |
Subsídio
(€) |
% |
Entre-Douro-e-Minho |
2
998 977,83
|
11,41
|
Trás-os-Montes |
4
568 789,22
|
17,38
|
Beira
Litoral |
2
882 687,22
|
10,96
|
Beira
Interior |
2
471 511,48
|
9,40
|
Ribatejo
Oeste |
4
966 491,48
|
18,89
|
Alentejo |
6
573 576,19
|
25,00
|
Algarve |
1
832 243,32
|
6,97
|
TOTAL |
26
294 276,75 |
100,00 |
Ao olharmos para a distribuição dos projectos
aprovados e respectivo financiamento, pelas 3 áreas
programáticas de incidência prioritária
(Quadro 3), é notório
o predomínio do Ambiente e Gestão dos Produtos
sobre o Desenvolvimento Regional, facto ligado ao número
de propostas apresentadas em cada uma das áreas
e não às respectivas taxas de aprovação,
cujos valores, 52%, 58% e 45% respectivamente, por si
só não justificam.
Quadro 3 - Nº de
projectos e financiamento por Áreas

ANEXOS
Anexo I - Legislação
A legislação que enquadra e regulamenta
a Acção Desenvolvimento Experimental e
Demonstração (DE&D) é constituída
pelos seguintes diplomas legais:
 |
Regulamento (CE) 1257/99 do Conselho, de 17
de Maio - relativo ao apoio do Fundo Europeu de
Orientação e de Garantia Agrícola
(FEOGA) ao desenvolvimento rural e que altera e
revoga determinados regulamentos.
Decreto-Lei n.º 54-A/2000, de 7 de Abril
- define a estrutura orgânica responsável
pela gestão, acompanhamento, avaliação
e controlo da execução do QCA III.
Decreto-Lei nº 163-A/2000 de 27 de Julho
- estabelece as regras gerais de aplicação
do Programa AGRO.
Portaria n.º 1092/2000, de 16 de Novembro,
com as alterações introduzidas
pela Portaria n.º 281/2002, de 15 de Março
- estabelece o regime das ajudas a conceder no âmbito
da Acção 8.1 "Desenvolvimento
Experimental e Demonstração",
da Medida 8 do Programa AGRO. |
Anexo
II - Lista dos códigos
dos temas prioritários:
Ambiente, Factores e Tecnologias
de Produção:
110 - Solos:
111 -
Fertilidade / utilização e conservação
do solo;
112 -
Uso e preservação da água (quantidade e
qualidade);
113 -
Nutrição das plantas e fertilização.
120 - Sementes e outro material de propagação;
130 - Factores limitantes e protecção das plantas;
140 - Produção integrada e agricultura biológica;
150 - Recursos genéticos:
151 -
Inventariação;
152 -
Conservação e Gestão.
Gestão dos produtos
vegetais e animais (fileiras):
210 - Viticultura:
211 -
Sócio-economia da fileira;
212 -
Preservação, selecção e melhoramento
de variedades;
213 -
Condução da vinha;
214 -
Qualidade dos vinhos (tecnologias vitícola e enológica);
215 -
Produtos alternativos (aguardentes, sumos e doçaria).
220 - Olivicultura:
221 -
Sócio-economia da fileira;
222 -
Material vegetativo/variedades;
223 -
Condução do olival/mecanização;
224 -
Qualidade dos azeites, azeitona de mesa e novos produtos.
230 - Fruticultura:
231 -
Sócio-economia da(s) fileira(s);
232 -
Regularidade produtiva e qualidade dos frutos;
233 -
Produtos alternativos;
234 -
Tecnologias de conservação e de distribuição.
240 - Horticultura:
241 -
Minimização dos custos económicos e ambientais
do cultivo;
242 -
Tecnologias de pós-colheita (embalagem - conservação
- transformação);
243 -
Produtos/usos alternativos;
244 -
Flora espontânea e plantas ornamentais/flores de corte.
250 - Culturas Arvenses:
251 -
Minimização dos custos de produção;
252 -
Rotações culturais/sustentabilidade dos sistemas
produtivos;
253 -
Qualidade tecnológica (trigo rijo).
260 - Produção florestal:
261 -
Sócio-economia dos segmentos da cadeia;
262 -
Material de propagação;
263 -
Técnicas de silvicultura e ordenamento (povoamentos mistos
e estremes);
264 -
Caracterização/construção da qualidade
das matérias-primas/produto final.
270 - Recursos silvestres:
271 -
Plantas aromáticas, medicinais e condimentares;
272 -
Repovoamento piscícola de águas interiores;
273 -
Ordenamento e gestão da actividade cinegética.
280 - Produção animal:
281 -
Nutrição animal/recursos alimentares;
282 -
Maneio, reprodução, melhoramento e preservação
genética;
283 -
Sócio-economia das fileiras, em particular dos circuitos
de escoamento dos produtos;
284 -
Condicionantes da construção da qualidade/diversidade
e das escolhas dos consumidores;
285 -
Minimização dos impactes ambientais das actividades.
Desenvolvimento regional:
310 - Economia do complexo agro-florestal;
320 - Dinâmicas locais/regionais de desenvolvimento.
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