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Projectos aprovados Breve caracterização

Projecto 86 - Comando do crescimento da cerejeira e valorização das produções


Chefe do Projecto -
Tânia Marisa Sequeira de Araújo Marques Onofre (Engenheiro)
Instituição a que pertence -
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

Concurso - 1º Concurso - 2001

Período de Execução -
23-10-2001 a 22-10-2004

Descrição Resumida -
A cultura da cerejeira não pode continuar a ser feita da forma tradicional, por razões de vária ordem: forte vulnerabilidade a condições climáticas desfavoráveis, baixo rendimento do trabalho e baixa produtividade fotossintética, longos períodos de carência e prejuízos causados por pássaros. A resolução destes inconvenientes passa, em grande parte, pelo uso de porta-enxertos ananicantes; todavia, o cerisicultor terá de adoptar outros procedimentos de cultivo, que eram dispensáveis enquanto cultivava a cerejeira nos porta-enxertos tradicionais, mas que as actuais regras da economia de mercado, e as próprias exigências de conforto e segurança no trabalho, lhe impõem ao usar cavalos frágeis. Torna-se necessário também diversificar a gama de produtos, e alongar o período da oferta de cereja no mercado.
Foi nesta perspectiva que iniciámos, com o projecto PAMAF 2059, uma série de observações sistemáticas sobre o efeito de vários dos porta-enxertos actualmente disponíveis no mercado, sobre o crescimento e a produção de algumas das cultivares mais representativas da produção portuguesa. Instalámos também colecções de variedades, antigas e de obtenção recente, e começámos com uma série de observações sobre os efeitos da cobertura temporária na redução do rachamento e na qualidade da cereja. Fizemos ainda monitorização sistemática do ciclo de vida da mosca da cereja, Rhagoletis cerasi , em duas regiões de produção, e verificámos quais os métodos de combate à praga mais eficazes, tendo-se registado uma grande dependência da evolução do fitófago das condições microclimáticas locais; concluímos que só se justifica investir na protecção contra esta praga quando se cultivam variedades tardias, e que o método de protecção mais barato e eficaz para a estimativa do risco que ela representa, é o recurso a armadilhas cromotrópicas e um atractivo (paraferomona).
No âmbito deste projecto, propomo-nos prosseguir com os estudos demonstrativos iniciados há quatro anos pois em fruticultura não há possibilidade de obter soluções credíveis a curto prazo - e a partir das indicações já recolhidas, avançar para a fase seguinte, ou seja, ensaiar a adequação de compassos de plantação e formas de condução a algumas das combinações varietais análogas às usadas no projecto anterior, pois a partir daí será possível inferir-se para eventuais ajustamentos, em função das condições locais de cultivo, bem como para aproximações aos mais apropriados a outros biontes, em que os produtores se possam revelar interessados. Será dada particular atenção ao comportamento das variedades das colecções já instaladas, e procurar-se-á instalar uma outra na região mais representativa da produção portuguesa (Cova da Beira). Continuar-se-ão os estudos demonstrativos dos efeitos da cobertura temporária, tendo em vista a protecção das florações contra as geadas e dos frutos em fase de maturação contra o fendilhamento. O alargamento das acções deste projecto à região da Cova da Beira permitir-nos-á ter mais fontes de informação no terreno, e simultaneamente estender as acções de demonstração à zona do País que contém a maior mancha portuguesa de produção da cereja, onde as acções levadas a cabo neste projecto poderão vir a ter maior impacto, podendo assim dizer que se trata de um projecto de interesse nacional, no que se refere a esta área da produção frutícola.
A preocupação de cobrir toda a fileira leva-nos a incluir a vertente da mecanização da calibragem, através do desenvolvimento de um protótipo pré-série de calibrador de rolos divergentes de custo acessível, que também tem a função de separar as cerejas quando entram "em cacho" no calibrador, não necessitando de intervenção manual. Adicionalmente, o desenvolvimento de um reboque atrelado vai permitir que a cadeia de frio seja iniciada logo no campo, imediatamente após a colheita, o que permite um melhoria considerável na duração da vida das cerejas, depois de colhidas. Observar-se-ão também atentamente os trajectos das cerejas nos principais circuitos comerciais, com o objectivo de identificar pontos críticos de perdas de qualidade, e propor aos vários intervenientes no processo as melhores soluções para as minorar. Nos dias - abertos e em todos os outros meios de divulgação será dada ênfase a esta vertente, procurando atingir todos os destinatários, até ao consumidor.

Sítio Web -

 

RECURSOS HUMANOS (Equivalente a Tempo Integral)

PESSOAL TÉCNICO-CIENTÍFICO
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Total
11.05 8.30 7.50 26.85
 
OUTRO PESSOAL
Próprio Contratado TOTAL
1.63 0.58 2.21

 

RECURSOS FINANCEIROS (Euros)

FINANCIAMENTO TOTAL
Rubrica Ano 1 Ano 2 Ano 3 Total
Recursos Humanos 0.00 3,240.00 0.00 3,240.00
Bens e Serviços 48,927.56 67,540.87 68,715.50 185,183.93
Equipamentos 34,681.34 31,192.52 2,831.83 68,705.69
TOTAL 83,608.90 101,973.39 71,547.33 257,129.62


ENTIDADES PARTICIPANTES:

- Direcção Regional de Agricultura de Entre-Douro-e-Minho
- Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes
- Escola Superior Agrária de Bragança
- Escola Superior Agrária de Castelo Branco
- Iberian Salads - Agricultura, SA
- Instituto Superior Técnico
- Sociedade Agrícola da Quinta de Lamaçais, Lda
- Viveiros Centrais Riba-Douro, Sociedade Agrícola, Lda

 

 

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